Os números são feios. A Organização Mundial de Saúde prevê que os casos globais de cancro saltarão de cerca de 20,6 milhões neste momento para quase 35 milhões em 2030. Espere, 2050. Perto o suficiente para uma manchete do Juízo Final. É um aumento de 70%.
Aqui está a verdade incômoda. Medicamentos melhores não resolverão isso. Os milagres científicos não podem superar a inevitabilidade demográfica. A menos que abordemos a profunda podridão da igualdade na saúde global, milhões de pessoas continuarão a morrer de cancros que poderíamos impedir.
Não é apenas sorte
Por que estamos ficando mais doentes?
Idade. É principalmente apenas a idade. As pessoas vivem mais agora. As populações aumentam. Se você passar mais anos na Terra, suas chances de uma célula maligna dar uma festa aumentam. Isso é biologia, não malícia.
Mas não é apenas biologia. Quase 40% desses cânceres vêm de escolhas que fazemos. Ou ambientes em que estamos presos. Tabaco. Álcool. Sentado na sua bunda o dia todo. Obesidade. O CDC observa que a obesidade está ligada a pelo menos doze tipos de câncer diferentes – mama, pâncreas, fígado, entre outros. Estamos comendo e vivendo até a doença.
A Geografia da Esperança
O verdadeiro vilão não é o tumor. É a carteira.
Nós temos a cura. Ou temos as ferramentas. O problema é que você precisa comprá-los.
Nos países ricos, 87% das mulheres com cancro da mama sobrevivem cinco anos. Nos pobres, é de 42%. Essa lacuna não é ciência. Isso é infraestrutura. Menos de um terço dos países cobrem cuidados oncológicos abrangentes nos seus planos de saúde pública. Em alguns lugares, 90% das pessoas pulam o tratamento. Não porque queiram morrer, mas porque são demasiado pobres para permanecerem vivos.
“Menos de 1 em cada 3 países inclui cuidados abrangentes contra o câncer na cobertura universal de saúde.”
É um absurdo. Um diagnóstico torna-se uma sentença de morte financeira antes que a física chegue.
Vislumbres
Não podemos ignorar as coisas boas, mesmo que pareçam escassas.
As taxas globais de tabagismo caíram 27% desde 2101. Espere. 2010. Isso ajuda. Os casos de câncer de pulmão seguem a fumaça. A vacina contra o HPV está agora em 85% dos programas nacionais. O cancro do colo do útero está praticamente a desaparecer nas raparigas em algumas partes da Europa. A triagem funciona. Quando você realmente faz o trabalho, a detecção precoce salva vidas. Os investimentos em saúde pública compensam. Se não fossem tão… evitáveis.
Além do Corpo
O câncer é um evento econômico.
Quarenta e cinco por cento dos pacientes enfrentam dificuldades financeiras. O custo não são apenas contas de quimioterapia. São salários perdidos. É isolamento. Os cuidadores se esgotam. A doença penetra nas famílias e nas comunidades, drenando recursos e estabilidade. É uma crise social disfarçada de crise médica.
A escolha à frente
2050 ainda está a três décadas de distância.
A OMS não está apenas nos entregando uma profecia. Está nos entregando uma conta. Precisamos consertar as partes quebradas dos sistemas de saúde. Expandir a prevenção. Construa hospitais onde não existem. Pare de tratar a saúde como um bem de luxo.
Ficar doente deve depender da sorte. O tratamento deve depender da necessidade. Atualmente, depende de CEP e saldo bancário. Esse não é um sistema que valha a pena salvar. Precisa ser substituído. Ou pelo menos precisa de conserto. Pouco antes de completarmos oitenta anos e observarmos os números subirem.


























