Coma os vegetais ignorados. Seu intestino vai agradecer.

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A vantagem das Apiáceas

Aipo. Pastinaga. Cenouras. Funcho.

Estas não são exatamente as celebridades do corredor vegetariano. Eles não entendem o brócolis da imprensa. Ou couve.

Mas um novo estudo da Universidade do Arkansas sugere que estamos a ignorar um grupo poderoso. Especificamente, a família Apiaceae.

Os pesquisadores deram aos ratos machos uma surpresa desagradável: a “Dieta Ocidental Total” (TWD). Pense em alto teor de gordura. Açúcar alto. Baixa fibra. Basicamente, quantos de nós realmente comemos. Então, para chutá-lo enquanto estava caído, eles induziram inflamação intestinal com um agente químico.

Alguns ratos simplesmente comeram a comida do lixo. Ai.

Outros conseguiram ajuda. Os pesquisadores complementaram essa dieta terrível com 21% ou 42 vegetais apiáceos. Essa dose de 21% se traduz em aproximadamente uma xícara desses vegetais por dia para humanos. Gerenciável, certo?

Os resultados foram nítidos.

Os ratos que receberam dieta suplementada com vegetais perderam significativamente menos peso. Seus dois pontos encurtaram muito menos. A pontuação geral da atividade da doença caiu quase 60%.

Adicionar apenas aipo ou pastinaga reduziu os índices de atividade da doença em 59%, o encurtamento do cólon em 58% e a perda de peso em 44%.

A estrutura física do revestimento intestinal permaneceu intacta. No grupo de controle? A camada protetora de muco quase desapareceu. Ele desapareceu. Os vegetais o mantiveram vivo.

Melhor ainda, eles restauraram a ocludina, a proteína que atua como argamassa entre as células intestinais. As células imunológicas inflamatórias fugiram de cena – queda de 80%. Os sinais químicos de inflamação (citocinas e quimiocinas) caíram até 73%.

Um boom bacteriano

Não se trata apenas de parar os danos. É sobre o que cresce depois.

O aumento das Apiaceae mudou o microbioma. Favoreceu os mocinhos.

Dois grupos bacterianos prosperaram:
Lachnospiracea e: Esses caras produzem butirato, um ácido graxo que alimenta as células do cólon.
Blautia : Ligado a melhores barreiras e menos inflamação.

Enquanto isso, as bactérias nocivas que florescem quando o intestino está inflamado foram suprimidas.

Por que? Provavelmente é um golpe duplo. Essas plantas são carregadas com compostos bioativos e fibras.

O aipo traz o falcarinol e a apigenina. Estes reduzem a inflamação e fortalecem diretamente o revestimento intestinal. Bergapten e xantotoxina também intervêm para interromper a sinalização inflamatória.

Depois, há a fibra. Principalmente pectina. Atua como combustível prebiótico. Ele retarda o declínio dos ácidos graxos protetores de cadeia curta induzido pela dieta ocidental.

Os compostos e a fibra parecem funcionar juntos. Sinergia, se você quiser uma palavra clara para isso. Ou talvez apenas cooperação.

Você consegue comer o suficiente?

Sejamos realistas. Estes eram ratos.

A colite induzida por produtos químicos não é a mesma que a SII ou a doença de Crohn em humanos. E não vimos uma comparação com, digamos, brócolis. Os testes em humanos são os próximos. Necessário.

Mas a dose não é assustadora. Uma xícara. ~128 gramas.

Como você consegue isso?
– Mergulhe o aipo na manteiga de nozes.
– Pastinaga assada junto com cenouras.
– Corte a erva-doce em uma salada.
– Espalhe salsa fresca por todos os lados.

Salsa conta? Sim. Pertence à mesma família.

Vivemos com uma dieta ocidental. O dano está feito. Ou sendo feito.

Talvez a resposta não seja outro smoothie de superalimento. Talvez sejam apenas as cenouras que sempre esquecemos de cortar. A pastinaca no lixo.

O intestino é resiliente. Só precisa das ferramentas certas.

E às vezes as ferramentas são simples como aipo.